Tomada da Alfândega [28/03]

TOMADA // MULHERES DE LUTA

sf (part fem de tomar) 1 Ato ou efeito de tomar. 2 Ato ou efeito de se apoderar de (cidade, fortaleza, navio, praça etc.) 3. Conquista.

Água vulva
alguma coisa gosmenta me habita
vontade uterina do mundo
Escorre
gosto de estar deitada a olhar minhas pernas e os pelos da virilha. Me lembram: sou mulher
por Helen Ábramo

Mulheres que lutam, mulheres de luta!
Esse é o tema de mais uma TOMADA do espaço público, uma programação multi para mulheres que são muitas, de muitas cores, caras, jeitos, corpos, peitos e paus.

_____________ PROGRAMAÇÃO

~ 17h-20h ~ Anti-loja de roupas : preço livre

~ 18h-20h ~ Jam Palco Aberto: instrumentos e microfone abertos para intervenções e alucinações político-sonoras [some com os teus, as tuas, traz o chocalinho]

~ 18h30-21h ~ Operação Resgate: rango de alimentos reciclados : preço livre

~ 20h-22h ~ CineMeioFio: com os curtas-doc “A vida que não cabe”, de Baruc Carvalho Martins; “Antonieta”, de Flávia Person e “Mulheres da Terra”, de Marcia Paraiso +
Roda de conversa ‘Mulheres no mercado de trabalho’ com mediação de Gabi Zabeu (Ocupa Obarco)

~ 22h-00h ~ Roda de coco ( Roda de coco na ilha do desterro)

_____________ LOCAL
Largo da Alfândega – Centro

_____________ QUEM CHAMA?
~ Ocupa Obarco
Ocupar e compartir! Obarco navega na cidade, propondo ocupações criativas de espaços e de recursos ociosos. Abandonos redistribuídos viram abundância.
~ ETC
O ETC usa ações diretas – em choque com as normas vigentes – para interferir no fluxo cotidiano. O grupo inquieta-se por provocar gradativos ruídos na frequência contínua que visa domesticar e despolitizar a relação entre corpo e cidade.

xxxx Evento com fins anti-lucrativos organizado de forma independente através de autogestão.

Tomar nosso espaço, retomar direitos, transformar tudo!

Florianópolis protesta contra a Reforma da Previdência [Catarinas] 15/03

Replicação de: http://catarinas.info/florianopolis-protesta-contra-reforma-da-previdencia/

“Nenhum direito a menos e Fora Temer” foram as frases mais ouvidas pelas ruas de Florianópolis, durante toda esta quarta-feira (15), Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Previdência, convocado pelas centrais sindicais brasileiras e organizado, em Santa Catarina, pelo Fórum de Lutas em Defesa de Direitos. Mobilizações em locais de trabalho, diálogo com a população, assembleias de categorias e protestos compuseram a agenda de sindicatos e movimentos sociais que se empenham em denunciar as reformas da previdência e trabalhista que tramitam no Congresso Nacional.

O ato unificado reuniu, segundo a organização, cerca de 10 mil pessoas que marcharam pelas ruas do centro da capital, exigindo que a reforma não seja aprovada pela Câmara Federal. Pelo menos dez categorias do serviço público municipal, estadual e federal, além de trabalhadores do setor privado participaram dos protestos. Servidores  da educação estadual realizaram assembleia para discutir uma possível greve e trabalhadores do transporte urbano paralisaram suas atividades das 16h às 18h. A manifestação também contou com diversas organizações do movimento sociais e as centrais sindicais CUT, CSP/Conlutas, CTB, Intersindical e UGT.

A marcha saiu da “praça do Sintraturb”, próxima ao Terminal Integrado do Centro (Ticen), subiu a praça XV e seguiu pela ruas Tenente Silveira e Álvaro de Carvalho até chegar à avenida Paulo Fontes. A partir desse ponto, os manifestantes se posicionaram em direção à ponte Pedro Ivo. Sob chuva forte, a Polícia Militar formou uma barreira que impediu o acesso a ponte e houve tumulto. Depois de negociações, a marcha seguiu para o Ticen, onde o ato foi encerrado.

“Foi um ato lindo, com muita adesão. É importante dizer que não só os sindicatos devem se mobilizar, mas o Fórum de Lutas se propõe a ampliar essa discussão com outros movimentos. A campanha do Fórum busca chegar a toda a população, as pessoas que serão diretamente atingidas. Ontem foi uma marco para essa resistência, 8 de março também foi e acredito que agora é ampliar e dialogar com o povo. Os movimentos precisam se organizar para derrotarmos essas contrarreformas que retiram direitos da população mais pobre”, aponta Edileuza Fortuna, servidora pública estadual e presidenta do Sindicato de Trabalhadores em Saúde de Santa Catarina (SindSaúde/SC).

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Manifestantes negociam com a PM/Foto: Catarinas

As mulheres tiveram destaque nas mobilizações deste dia 15. Não à toa. Para a ativista social e integrante do Bloco das Mulheres contra a Reforma da Previdência, Elaine Sallas, são elas as mais afetadas. O bloco, organizado pelo coletivo 8M de Florianópolis, reuniu ativistas dos movimentos feministas que se somaram aos protestos.

“O protagonismo feminino nas lutas não é de hoje, mas tem despontado a cada nova batalha. No caso da reforma da previdência, o fato de termos a tripla jornada com trabalhos formais, informais e domésticos nos afeta diretamente. A necessidade de contribuir 49 anos para obter 100% da aposentadoria é um absurdo para qualquer trabalhador ou trabalhadora.  As mulheres do campo correm o risco de não conseguirem se aposentar por conta das comprovações de contribuição em jornadas amplas e muitas vezes sem registro”, argumenta Elaine.

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Ativistas protestam contra os cortes de direitos/Foto: Catarinas

No sul do Brasil, diversas cidades organizaram protestos. De acordo com o portal de notícias Sul 21, Porto Alegre reuniu cerca de 10 mil na Esquina Democrática, no centro, que marcharam até o Largo Zumbi dos Palmares. Em Curitiba, conforme levantamento do portal de notícias Terra Sem Males, 20 mil pessoas também protestaram contra o desmonte da previdência social. Em Santa Catarina, ocorreram atos em Joinville, Jaraguá do Sul, Itajaí, Blumenau, Rio do Sul, Chapecó, Xanxerê, São Miguel do Oeste, Caçador, Pinhalzinho, Dionísio Cerqueira, Concórdia, Tubarão e Araranguá. “Demonstramos nas ruas que a classe trabalhadora não aceita a retirada de direitos e uma reforma da previdência que prejudica drasticamente trabalhadores. Não vamos aceitar retrocessos e já nos preparamos para novas mobilizações”, afirma Anna Julia Rodrigues, presidenta da CUT/SC.

Reforma da Previdência
A medida que tramita no Congresso Nacional como PEC 287 quer aumentar o tempo de contribuição para aposentadoria de 15 para 25 anos e ainda prevê cortes no Benefício de Prestação Continuada (BPC) que, em geral, favorecem as mulheres, responsáveis pelo cuidado com as crianças, com os deficientes e com os mais velhos. Ela propõe desvincular esses benefícios do salário mínimo, por exemplo.

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Mulheres serão as mais prejudicadas com a reforma da previdência/Foto: Catarinas

“A reforma é na prática o fim da aposentadoria para 80% da classe trabalhadora no Brasil. Nas condições de trabalho que temos hoje, contribuir por 49 anos é inviável. Se você não tiver 65 anos você não poderá se aposentar. Se você quiser se aposentar aos 65, será necessário ter 25 anos de contribuição. É humanamente impossível. A reforma trabalhista, também em discussão no congresso, retira e permite negociar direitos, o que diminui o trabalho com carteira assinada. Os atos de ontem demonstraram que temos capacidade de resistência para enfrentar essas reformas”, diz Elenira Vilela, professora do Instituto Federal de Educação (IFSC) e diretora do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação de Santa Catarina (Sinasefe/SC).

A reforma modifica o sistema, igualando a idade de contribuição entre homens e mulheres, o que desconsidera que as brasileiras trabalham cerca de 5,4 anos a mais que os homens, tratando com as mesmas regras, pessoas com situações diferentes. Cabe lembrar da tripla jornada feminina – o trabalho fora de casa, o trabalho doméstico e a maternidade – e que ela impacta diretamente na vida e na saúde das mulheres.

LEIA MAIS: ::Reforma da previdência é trágica para as mulheres

OUÇA: ::Catarinas em Debate – A reforma da previdência e o impacto na vida das mulheres

Calendário de Votação
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, da Reforma da Previdência, segue em tramitação na Câmara de Deputados. A previsão é de que a primeira votação aconteça até 6 de abril.

Veja mais imagens do protesto

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Fotos: Catarinas

Revolução Curda: autonomia popular e feminismo revolucionário – 30/03

Pelo Portal Entranhas.org

Nesse exato momento, no norte da Síria, nasce um mundo novo. Ele está brotando da experiência de homens e mulheres curdas, protagonistas de uma extraordinária revolução que tem a região de Rojava como epicentro. Correm no mundo imagens das mulheres do YPJ (Unidade de Defesa das Mulheres), grupo armado que fez fundamentalistas do Estado Islâmico pedirem arrego. A importância das mulheres na Revolução Curda não é apenas militar – o feminismo tornou-se um dos pilares centrais do processo emancipatório do povo curdo. A participação política direta é outro eixo central nesse processo revolucionário. Através de conselhos populares, o povo curdo nos oferece um novo sentido para a palavra democracia. A ecologia e o pluralismo radical completam a base sob a qual está sendo gerada essa experiência grandiosa.

Na medida em que o conservadorismo avança no Brasil, lamentar deixou de ser suficiente. Estancar o recuo e lutar pela manutenção de direitos não é o bastante. É preciso exigir o além, exigir o impossível.Olhar adiante, criar uma nova realidade em meio aos escombros. Rojava e as mulheres curdas são hoje um grande exemplo para nós.

Pensando nisso, o portal Entranhas.org convida a todas/os para uma roda de conversa sobre esse processo incrível de autonomia popular e emancipação feminina. Seguindo nosso propósito de estimular a análise política feita pelas vozes das mulheres, teremos como convidada Anelise Csapo, do Comitê de Solidariedade à Resistência Popular Curda de São Paulo.

O evento ocorrerá no dia 30 de março , às 18h30 no auditório do Sintrasem (Rua Fernando Machado, 203 – Centro), em Florianópolis.

Esperamos vocês lá! ♥

Observações importantes:

-Teremos café quentinho e venda de livros sobre o tema (tragam R$)!

-Para quem não está em Florianópolis: vamos tentar viabilizar um streaming pela nossa página do Facebook.

Bomba relógio

Brasil, Espírito Santo e Florianópolis. Em comum o PMDB no poder e o ajuste fiscal estalando feito chicote no lombo do povo. A solução para enfrentar os problemas sociais gerados pela tal aplicação da “lição de casa” da direita? Porrada e uma pesada máquina de propaganda da grande mídia.Temer mandou o exército para o Rio e para o Espírito Santo fazer função de policia, enquanto diversos policiais militares estão sendo processados e exonerados. Em Florianópolis a greve de mais de 30 dias dos trabalhadores do município (incluindo saúde e educação), que tiveram seu plano de carreira destroçado por Gean, é combatida com duras punições vindas do judiciário e muita porrada e gás de pimenta da guarda municipal, além de muita manipulação e pressão da RBS.

A pergunta que me faço é: até quando vão conseguir conter essas pressões com base na força bruta com governos tão impopulares? Com a PEC55 em vigor, como vão conter as centenas de reivindicações trabalhistas pipocarem pelo país? Como vão empurrar goela abaixo do povo uma reforma trabalhista e uma da previdência que retiram tantos direitos? A bomba já está explodindo, e nem estamos ainda no carnaval.

Fucknópolis recebe a segunda edição da ‘XØKE: Mostra independente de arte de guerra’

A segunda edição da XØKE :: Mostra independente de arte de guerra acontece entre 7 e 11 de dezembro de 2016, em Florianópolis. Serão 5 dias de programação com mais de 40 ações, entre interferências urbanas – ações artísticas, exibição de vídeos-performances e intervenções impressas.

Promovida pelo ETC, a XØKE é um espaço para corpos, gestos, gritos, imagens, impulsos, repúdios, transições, transmutações, provocações e o que servir no combate contra o ‘cistema’ e suas paredes, grades, correntes e forças impostas.

A edição de 2016 conta com cerca de 33 ações performáticas, além de duas oficinas: “Auto-gestão do glamour”, com Kali Turrer e Raíssa Éris Grimm e “ Cool for the summer” com TSM, de Campo Grande (MS). São mais de 100 artistas envolvidos dispostos a XØKAR na cidade.

A mostra tem parceria com os espaços da Adehonline (associação que trabalha em prol da efetivação dos Direitos Humanos, com enfoque na cidadania de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), Fundação Cultural Badesc, Micro Centro Cultural Casa Vermelha, um espaço cultural independente localizado na R. Conselheiro Mafra e a CASA DE NOCA.

PROGRAMAÇÃO:

= QUARTA DIA 7/12 =
11h – “A Porta” (1h)
com Duo Im Risco [Fucknópolis, SC]
Rua Deodoro, centro

12h – “Transonoridade” (1h)
com Blua Discórdia [Fucknópolis, SC]
Largo da Alfândega, centro

13h30 – “qu4tr0 minut0s” (2h)
com Marco Antonio Oliveira [Funcknópolis, SC]
Saída: Largo da Alfândega, centro

16h – OFICINA “Auto-gestão do glamour” (2h)
com Kali Turrer e Raíssa Éris Grimm [Fucknópolis, SC]
Casa Vermelha (R. Conselheiro Mafra, 590 – centro)

17h30 – “RINHA” (1h)
com Entropia Experiências Artísticas [Fucknópolis, SC]
R. Felipe Schmidt, centro

18h30 – “ATO de XOKE – Cortejo de Abertura” (1h)
TICEN, centro

19h30 – “Quê um pedaço?” (20m)
com Pablo Assi [Fucknópolis, SC]
Parque da Luz, centro

20h – “Sarau Profano” (2h)
com Coletyva [Fucknópolis, SC]
Parque da Luz, centro

= QUINTA DIA 8/12 =
10h – “Infectacidade” (40m)
com Giro coletivo [Fucknópolis, SC]
Trajeto: Mercado Público à Praça XV, centro

11h – “Mão na cumbuca” (20m)
com Cia 2 Luva [Fucknópolis, SC]
Largo da Alfândega, centro

12h – “Experimento 5: ‘Me traziam a lembrança daqui, de…’” (3h) com Luanah Cruz [São Paulo, SP]
Saída: Largo da Catedral, centro

13h – “Ruína” (1h)
com Coletyva [Fucknópolis, SC]
Rua Deodoro c/ Felipe Schmidt, centro

14h – “A caminhada da travesti bolivariana” (2h)
com Betinho Chaves [Fucknópolis, SC]
Saída: Igreja Universal
(R. Mauro Ramos, 1310 – centro)

16h – “Blocoxinha” (40m)
com Estúdio de Arte Rebelde [Fucknópolis, SC]
Saída: Miramar, centro

17h – “Projeto DESIDENTIDADES | Mulher” (1h)
com Daniella Barsoumian [São Paulo, SP]
Rua Felipe Schmidt, centro

18h – “Vênus #1” (30m) com Prata Leliza [Curitiba, PR]
Travessa Ratcliff, centro

20h – “Projeção VÍDEOS de XOKE (1h)
Fundação BADESC (R. Visconde de Ouro Preto, 216 – centro)
. Antropollofagia (13’15’’) – Coletivo Mapas e Hipertextos [Fucknópolis/SC]
. corpo-porto (5’29) – tensoativo [Macapá/AP]
. estudo 1: azougue – contaminações sobre o mar (6’27’’) – Cristiana Nogueira [Macapá/AP]
. Putrefatio#1 Digestão (10’12’’) – Janaina Carrer – São Paulo/SP
. Sobre o paraíso inabitável ser o próprio corpo (3’) – Lucas Bernardi, Everton Lampe e Dimi Carmolinga [Fucknópolis/SC]
. Vídeodança CASULO (4’16’’) – Letícia Rodrigues [Campinas/SP]

= SEXTA DIA 9 =
9h – OFICINA: “Cool for the summer” (4h)
com TSM – Thiago Silva Moraes [Campo Grande, MS]
ADEH (Rua Trajano, 168 – 3º andar, centro)

10h30 – “Amor Marginal” (10m)
com Falácias Coletivo de Teatro [Blumenau, SC]
Largo da Alfândega, centro

11h – “THE FORM” (1h)
com Marcio Vasconcelos aka EX-PUNK-ME [São Paulo, SP]
Mercado Público, centro

12h – “Lacrimogênio e Orgasmo” (30m)
com Diogo Dos Experimental Jam [Fucknópolis,SC]
TICEN

12h30 – “Quanto vale? ou Está bom assim?” (1h)
com Jão Nogueira [Blumenau, SC]
Rua Felipe Schmidt, centro

14h – “P.D.: Brasileirx” (1h30)
com Dani Barsoumian [São Paulo, SP]
Terminal Cidade de Florianópolis, centro

15h – “~~ o que está escondido ~~” (1h)
com Caio Jade e Helen Ábramo [São Paulo, SP/Joinville, SC]
Largo da Alfândega, centro

16h – “o que te diz meu corpo?” (1h)
com Coletivo Casa [Vitória, ES]
Largo da Catedral, centro

22h – FESTA “La Xocata – Cerimônia de causamento da XOKE” CASA DE NOCA (Av. Av. das Rendeiras, 1176 – Lagoa da Conceição)
+ “Perereca Brasil” com Thaiz Cantasini e DJ Elis Mira [Ouro Preto, MG]
+ “ESBARRA: um evento com objetivos comunitários, institucionais ou promocionais” com Mapas e hipertextos [Fucknópolis, SC]
+ “Experimento 11: “Tentativa de Pinup: Raspadinha de Caramelo” com Luanah Cruz [São Paulo, SP]
+ “quem tem medo de masculinidade?” com Caio Jota [São Paulo, SP]
+ Vídeos de XOKE
. ÂNSIA (1’37’’) – Dolores Donovan [Recife/PE]
. Assolação (7’06) – Anatomistas Clandestinas [Rio de Janeiro/RJ]
. INTENTO 6098 – MANIFESTO FRÁGIL do projeto Corpo Intruso (8’) – Estela Lapponi [São Paulo/SP]
. POPOXEXECA (3’21’’) – Ruth Steyer e Ioanna Pappou [Cidade do México/MX]
. projeto DESIDENTIDADES | Para Durar (8’) – Dani Barsoumian [São Paulo/SP]
. Tiamat (2’36’’) – Marcela Antunes [Rio de Janeiro/RJ]

= SÁBADO DIA 10 =
9h – OFICINA: “Cool for the summer” (4h)
com TSM [Campo Grande, MS]
ADEH (Rua Trajano, 168 – 3º andar, centro)

11h- “Indomável o vermelho que te monstra” (30m)
com Marília Madalena Outra Fulô [Santa Maria, RS]
Largo da Catedral, centro

12h – “ATIRA-SE TOMATES BONS EM ARTISTAS PODRES” (1h) com Marcio Vasconcelos aka EX-PUNK-ME [São Paulo, SP]
Feira Viva a Cidade (R. João Pinto, centro)

13h – “Galãn Delon” (1h30)
com Mahdra Aru Fierro [Fucknópolis, SC]
Travessa Ratcliff, centro

14h – “Síria” (3m)
com Falácias Coletivo de Teatro [Blumenau, SC]
Largo da Alfândega, centro

16h30 – “Mapas da dor” (50m)
com Raíssa Éris Grimm [Fucknópolis, SC]
ADEH (Rua Trajano, 168 – 3º andar, centro)

18h – Batalha das Mina – Florianópolis
Terminal Cidade de Florianópolis, centro

20h – “Não há lugar como a nossa casa” (1h)
com Carla Abraão [Fucknópolis, SC]
Terminal Cidade de Florianópolis, centro

20h30 – “Qual o sabor do seu vermelho?” (20m)
com Oitava-Feira [Fucknópolis,SC]
Terminal Cidade de Florianópolis, centro

21h – “Cine Meio-Fio: Vídeos de XOKE” (1h)
Largo da Alfândega, centro
. AKELARRE MITOTL Marrano desCULOnial (12’22’’) – Lígia Marina & Ese Chamuko; Ruth Steyer & Ioanna Pappou [México]
. Cuidado, Frágil (7’) – Cecília Magalhães [Rio de Janeiro/RJ]
. LEITURA DO MANIFESTO ANTI-INCLUSÃO (3’) – Estela Lapponi [São Paulo/SP]
. Na Brasa de Pindorama (9’44’’) – Betinho Chaves [Fucknópolis/SC]
. Por Favor, Não Tocar (1’34) – Tales Frey [Portugal]
. Tupinikuirs (17’18’’) – Jeffe Grochovs [Curitiba/PR]
. Zuleikando (12’27’’) – Estela Lapponi [São Paulo/SP]

= DOMINGO DIA 11 =
11h – “Cool for the summer – floripa edition” (1h15) com TSM [Campo Grande, MS]
Praia da Joaquina

15h – “PiC NiC Amor & Guerra” (5h) na Ponta do Coral
+ Pururuca Sistemática do Som
+ Oficina de Tecido com Mariana de los Santos
+ Amor Marginal – Falácias Coletivo de Teatro
+ Aula Sobre o Amor com Fátima Costa de Lima
+ Trio Arroz de Festa
+ JAM – Coletivo Contato Improvisação da Ilha

INTERVENÇÕES IMPRESSAS
agudo (Cristiana Nogueira)
Assim na terra como no céu (ane soares)
DiLindu (Jesus Van)
Indomável – o vermelho que te monstra (A- mar)
Somos parte da paisagem (Camila Petersen e Fábio Yudi Yokomizo)

 

Fonte: http://obaratodefloripa.com.br/floripa-recebe-a-segunda-edicao-da-xoke-mostra-independente-de-arte-de-guerra/

Eu não vou na manifestação de hoje (04/12) e quero te convidar para não ir também

Texto publicado no dia 04/12/2016 no facebook, comentando os atos de rua convocados por grupos como Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre, tratados como “atos contra a corrupção”. Cabe ressaltar que cada grupo propôs uma pauta própria e não houve acordo entre eles, mas as pautas incluíam “Fora Renan [Calheiros]” e principalmente a defesa do programa de “dez medidas contra a corrupção” formulado pelo Ministério Público Federal e encabeçado por Sérgio Moro.

por

Fonte: Muito Além do Céu: https://muitoalemdoceu.wordpress.com/2016/12/04/eu-nao-vou-na-manifestacao-de-hoje-0412-e-quero-te-convidar-para-nao-ir-tambem/

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Eu não vou na manifestação de hoje (04/12) e quero te convidar para não ir também.

Não é só por causa das camisetas da CBF de quem organiza os atos, símbolo de escândalos no futebol. Não é só porque esses grupos, que agora chamam atos, nos deixaram sozinhos nas ruas enquanto o governo congela investimento em saúde e educação por 20 anos. Não é só porque eles estavam juntos com Eduardo Cunha seis meses atrás. Não é porque a Rede Globo, inimiga do povo, está convidando a ir pra rua. Não é nem só porque os defensores da ditadura militar vão ter espaço privilegiado na manifestação deles (http://ow.ly/Q77J306NihF), gente que gostaria que eu perdesse as unhas por minha visão política.

Todos os motivos acima são bons. Mas a verdade é que eu não vou, acima de tudo, porque não acredito que seja “contra a corrupção”. Todo mundo é contra a corrupção, mas a pergunta é: como? O resultado concreto desses atos é de apoio a Sérgio Moro e ao pacote de leis proposto pelo Ministério Público Federal sob o nome apelativo de “dez medidas anticorrupção”. Se você não sabe o que é esse pacote, não deveria ir para a rua, porque é isso que estará defendendo.

Quem tem analisado de forma crítica o pacote chamado “dez medidas” diz que ele faz aumentar o poder do Judiciário para ouvir menos, julgar mais e punir mais. Tira direito de habeas corpus, presunção de inocência, cria pagamento por delações, mais prisões preventivas. O Brasil já tem a quarta maior população carcerária do mundo e obviamente não são os chamados “corruptos” que estão atrás das grades. Sendo o Judiciário o que é, tudo indica que essas medidas vão servir também para colocar mais negros e pobres atrás das grades. O Judiciário quer mais poder, o Legislativo contra-ataca, mas nessa briga dos de cima nossos interesses não têm vez.

A Lava Jato já passou por cima de direitos democráticos de defesa, inclusive prendendo inocentes (http://ow.ly/v15x306Nita) e fazendo da sua investigação um espetáculo midiático com interesses político-eleitorais, blindando fortemente partidos como o PSDB. Mas o fato de que o PSDB foi quem articulou toda a ofensiva da classe política para mudar as leis do MPF (http://ow.ly/URbK306Niq1) não parece chamar atenção da Globo nem dos organizadores.

A corrupção não é um desvio de caráter de alguns degenerados que precisam ser presos. Ela é parte fundamental do funcionamento do capitalismo e de nossos instituições chamadas democráticas. Não se enfrenta com leis duras, se enfrenta transformando o sistema. Transformando o mesmo sistema que faz metade do dinheiro público inteiro ir para banqueiros e credores da dívida pública, ou que paga 224 bilhões anuais de “Bolsa Empresário” (http://ow.ly/B86I306Nivf), sem que nada disso seja corrupção. O maior roubo do nosso dinheiro é perfeitamente legal.

Enfim, por mais que eu esteja convidando para não ir hoje, tenho outro convite muito mais importante para fazer. Deixar de ir pra rua não resolve nada por si só. O que é fundamental, fundamental mesmo, é não ficar parado nesse momento tão sério. Precisamos muito de gente nas manifestações contra a PEC 55. Elas vão acontecer na próxima semana e são nossa única esperança de evitar o congelamento de investimento na saúde e educação por 20 anos. Tá na hora de lutar pelo nosso futuro! Não vai vir nenhuma solução de cima, nenhum juiz superpoderoso vai nos salvar, é nós por nós!

Libertar.org conseguiu a grana para pagar o servidor!

Graças as doações o http://libertar.org ganhou mais 2 anos de vida!
Foram mais de 15 pessoas que contribuíram para pagar as custas do
servidor. O espaço segue vivo e aberto para quem quiser construir um
mundo novo, livre de opressões.

Rumo aos 11 anos!
Saúde, Axé e Anarquia!

* O libertar.org é um espaço não-governamental, não-corporativo e
não-partidário destinado a coletivos, movimentos sociais e indivíduos
que queiram hospedar e divulgar projetos de cunho social, cultural e
ambiental tendo em vista a transformação da sociedade atual em uma
sociedade mais livre e igualitária.