(Matéria no link: http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/148022-floram-e-tropa-de-choque-derrubam-casa-no-macico-do-morro-da-cruz.html)
Muito ruim esta matéria tendenciosa do Notícias do Dia/RIC que além de desinformar a população sobre a situação dos moradores e moradoras do Maciço do Morro da Cruz, que há mais de um ano tentam dialogar e fechar um acordo com a PMF, tem suas portas fechadas porque são pobres e marginalizadas. Além disso, o que está sendo veiculado não é verdade. Em primeiro lugar, a área não é APP como afirma o título, já que não se sabe o que caracteriza o terreno pois não há leitura técnica comprovada. Este terreno já foi destinado para moradia popular via obras do PAC2 – mas nada foi feito até hoje! Em segundo lugar, jamais houve sequer uma notificação ou “mandato administrativo” como afirma o fiscal da Floram (reproduzido incontesti pelo Comandante da PM) naquele espaço. Todas as invasões da PM e as destruições das casas estão sendo feitas sem mandado judicial ou do poder executivo, o que demonstra uma total irregularidade no trâmite operacional por parte do Estado. É inaceitável que uma força truculenta de mais de 10 camburões, tropa de choque e PM venham apontar fuzis e cacetetes contra uma população desarmada, crianças e famílias inteiras. Na tarde de sábado, a PM usou da sua força para agredir moradoras e moradores com balas de borracha, spray de pimenta e cacetadas. Violência efetivada sobre famílias que apenas protestavam com justa causa. Um morador (pastor) teve sua cabeça atingida por um cacetete onde sofreu mais de 5 pontos, que deu entrada contra a violência ocasionada. Jamais houve um único papel assinado permitindo derrubar casas, pelo contrário, há “apropriação indevida” das madeirasm, eletrodomésticos e utensílios pessoais sem devolução permitida por parte dessas operações. É lamentável verificar que, como sempre, a política do governo é de se negar a dialogar com os mais necessitados e, em troca, saber que Florianópolis possui um dos déficits mais altos em questão de moradia no país, vide Moeda Verde, novo “Plano Diretor”, e toda uma rede de corrupção e especulação provinda contra àqueles que menos tem acesso às necessidades básicas.
Mais dramático ainda é saber de longa data que o critério de jornalismo destas mídias locais é sempre descaradamente parcial em prol da elite dominante. Sabemos que não há imparcialidade, mas deveriam ao menos agir com ética, um dos compromissos da função jornalística. Revejam seus critérios!
PALMARES RESISTE!
Frente Autônoma de Luta por Moradia (FALM)